sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Dia de consulta

Como eu havia dito, teça-feira a Lara teve a primeira consulta do mês, dessa vez com várias novidades!
A última foi no início de dezembro. Mais uma vez tivemos uma consulta tranquila. Adoro o fato da Lara não chorar mais enquanto é examinada! Dá um alívio. E ainda se sente toda importante. Depois que ouviu seus batimentos, a Dra falou: "parabéns Lara, você está ótima!", e a Lara saiu do consultório toda saltitante, falando que a "tia" tinha dado palabéins pá mim!

Com 2 anos e 5 meses, a Lara está pesando 12,300 kg e medindo 91cm.
Engordou 700g e cresceu 5cm em dois meses. 
Acontece que ela engordou quase o dobro do que deveria, o que à princípio é excelente, mas na verdade não é. Nesses últimos tempos, a Lara tem tomado uma média de UM LITRO de leite por dia. Pode isso? Não, não pode. Principalmente porque ela tem comido E tomado leite, e pelo simples costume e desejo de sugar (sim, ela ainda sente falta do bico). E isso não nada bom: primeiro porque essa quantidade de leite faz com que diminua a absorção do que outros alimentos proporcionam; segundo que o leite é uma das principais causas da obesidade infantil, sabiam? Pois é, eu não. Assim, considerando o tanto que a Lara não come, isso seria a menos das minhas preocupações, mas é melhor escutar a essência do que a Dra. quis dizer né, porque, afinal, ela sabe do que fala. Ah, a essência? Tomar menos leite, claro.
Sendo assim, juntamos a fome com a vontade de comer (ou seria o leite com a vontade de beber?): compramos um copinho. A Lara foi com a gente na farmácia escolher um copinho novo para ela tomar leite. Ela já é grande, mocinha linda e não precisa mais tomar na mamadeira.
Na teoria é lindo, a Lara se empolga, sai mostrando o copo pra todo mundo. Na prática? Ela tenta, mas não chega a tomar mais que cinco goles no copinho. É assim, aos poucos, né?

Combinei o seguinte com o Lucas: não vamos tirar a mamadeira dela. Mas daremos a quantidade que ela precisa (150 à 200ml) no máximo 3 vezes ao dia. Quando acorda e antes de dormir, sem dúvidas. Caso ela peça mais leite (que é o que ela costuma fazer), só poderá tomar se for no copinho. Ah, vá... a solução foi até que boa, considerando essa fofa apaixonada por dedera e leite. Por enquanto tem dado super certo. Ela chega a pedir mais leite, agora no copinho, mas na hora de beber mesmo, dá um ou dois goles.

Depois que ela estiver adaptada completamente na escola, começarei a aumentar o furo do bico da mamadeira, dessa forma ela vai se acostumando aos poucos com um fluxo maior de leite para finalmente largar a mamadeira. Uma outra coisa boa de diminuir a quantidade de leite, é que ela irá comer melhor, e com os incentivos de frutas e alimentos saudáveis da escolinha nova, vamos reeducando sua alimentação aos poucos (amém!).

Os exames que fizemos deram quase tudo ok. Como suspeitávamos, a ferritina dela está baixa, então por mais dois meses, dá-lhe Neutrofer goela abaixo. A médico comentou algo a respeito de fazermos um outro exame depois para confirmar se estará tudo bem. Só que não. Sério, dessa vez TODOS os dias sem falta ela terá o ferro dela, mas exame de sangue de novo assim, só pra confirmar, nãnã-nina-não!

Não cheguei a falar com vocês, mas no final de semana (mais exatamente no sábado) eu estava concertando um brinquedo da Lara que tinha quebrado. Estava usando cola quente (exatamente, não ia dar certo). Ela chegou perto e eu mostrei aquela pistolinha. Falei para tomar cuidado porque estava quente. Ela se afastou, mas ficou curiosa para ver o que eu estava fazendo, se apoiou no sofá e adivinha? Isso, colocou a mão bem em cima da pistola (muito, muito, mas MUITO quente). Queimou. Deu bolha.
A mãozinha ainda está marcada, mas desde o segundo dia que ela fala que não dói; lá na consulta a Dra. deu uma olhada e falou que estava bem cuidado e que demos sorte de não ter dado complicações porque foi queimadura de 2º grau. Gente, coitada!!!!! Ela chorou, mas considerando as circunstâncias, era pra ela ter reclamado muito mais! Muito boazinha essa minha princesa! Que dó, que dó, que dó!

Por último, devido ao crescimento craniano e também do globo ocular nessa fase, a Dra. recomendou que ela fizesse um exame de vista, só para conferir se está tudo certo. Depois do carnaval eu ligo para as indicações de oftalmologista infantis que ela passou.

Daqui dois meses teremos mais! 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

"Tchau choro, vai embora que depois a mamãe vem me buscar!"

Queria ter vindo escrever mais terça e ontem, mas ainda bem que a minha crise existencial de mãe de merda que tem que deixar a filha na creche chorando passou, ou teria escrito um monte de baboseiras que só mãe pensa de vez em quando. E passou sabem porque??? 
Porque hoje a Lara entrou para a escolinha de manhã e à tarde SEM CHORAR!!!! 
A-RÁ-RÁ-RÁ-RÁ, mas eu estou rindo MUITO à toa! 

Ontem foi muito tenso. Chorou porque não queria ir para a escola. Entrou dependurada em mim e ela foi literalmente arrancada dos meus braços barriga e pescoço pela professora (com minha permissão, claro!)
A situação da pouca atenção que rolou na terça não se repetiu nesses outros dias que se passaram. Foi muito bem recebida e com a devida atenção que uma adaptação exige.

Hoje o vovô Márcio, que tem um escolar, a levou de manhã e ela foi toda alegre, entrou sozinha e foi pra sala, toda feliz. Na hora de buscá-la, ela estava beliscando o almoço de um coleguinha e pela primeira vez não saiu desesperada pegando a mochila para ir embora. Nos chamou, eu e o Lucas, para entrarmos na sala, e ficou mais um pouco ainda. Foi ótimo, deu para bater um papinho com a professora e, você não acreditam, minhas esperanças de que a Lara coma fruta estão no grau máximo!!! Com nem uma semana de aula ela já está lambendo algumas coisas e até ENGOLIU um pedaço de kiwi! ISSO MESMO!!! =D Imaginem a emoção dessa mãe que vos fala!
À tarde fomos eu e o papai levá-la. Dentro do carro ela pediu uma vez que eu ficasse lá com ela. Não dei muita bola e mudei de assunto. Chegando na escola, entrou sozinha, olhou para trás e falou, num tom bem mandoninha: "Agola eu vô entá. Depoisi voxê vóta pá mi bucá, tá? Depois!"
Ooooin, vontade de morder!
Imagem daqui
Agora falta comprar o uniforme para tirar uma devida foto de volta às aulas, que ainda não rolou. Também quero comprar uma mochila nova, porque a dela é bem pequenininha. Na escola anterior ela tinha uma caixa com roupas, fralda, lenço, copo entre outros itens do dia a dia, então na mochila ia só o lanche e o caderno/agenda. Nesse ano terei que mandar o lanche, calcinhas (fraldas durante o dia não nos pertence mais - aguardem post), roupas extras, em caso de acidente, agenda, copo para água e copo de suco do lanche, escova de dentes, pasta de dente, toalhinha, etc, etc, etc. Enfim, vou aproveitar que não estou pagando mensalidade mesmo e quero comprar uma mochila nova! 


A adaptação mal terminou e eu já não vejo a hora de ter em mãos seus trabalhinhos, atividades, reunião de pais, vê-la se desenvolver e me contar todos os dias o que "aconteceu na escolinha hoje".
Vocês nem imaginam a quantidade de suspiros que já dei hoje! Agora posso me preparar para a minha adaptação, ou vocês pensam que é fácil estar de férias (minhas aulas só voltam em março) e não passar o dia inteiro enlouquecendo com a Lara?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Escola nova - adaptação again...

Coração tá aqui, apertadinho... e ainda faltam meia hora para buscar a Lara.
A Lara começou na escola nova. Ainda não tinha falado sobre isso, então vou explicar.
Esse ano nós iremos nos mudar (todos: VIVAA!!! Assunto para outro post). Ainda não escolhemos o apartamento, mas sabemos que será perto da casa do papai, pois conseguimos uma escolinha muito boa para a Lara e de graça  - a vovó Ângela é ex-sócia e proprietária na casa onde funciona a escola. Bom, sendo assim, mesmo ainda não tendo me mudado, resolvi que a Lara entraria na escola agora, para aproveitar que todas as crianças estão na fase de adaptação também.

Ao longo das férias a Lara foi lá algumas vezes, na colônia de férias, junto com a vovó Ângela ou com a tia Júlia. Pelo menos já conhecia o lugar. Mas eu sabia que a adaptação não seria nada fácil, afinal, agora ela fala e PEDE, com a vozinha suave e os olhos cheios de água para que a gente fique.

Ontem foi o primeiro dia sozinha. De manhã chegamos lá às 10h. As crianças estavam no parquinho e a Lara ficou bem. Eu e o Lucas saímos um instante, ela deu uma choradinha mas se distraiu rapidamente. Fomos embora às 11h. À tarde voltamos era 13:30h. A Lara conheceu a professora nova (tia Érica), mas chorou bastante para que eu ficasse lá com ela. Conversei, deixei minha bolsa ao lado da mochila dela para ela ver que nesse dia eu ficaria na escola esperando por ela, mas vi que enquanto eu não saísse da sala ela não se distrairia. Fiquei onde ela não pudesse me ver, "lendo" um livro (não passei duas páginas). 
Tinham algumas crianças chorando, mas percebi que nenhum choro constante era da Lara. Ufa!
Às 15:30 eu e o papai estávamos lá para buscá-la. 

Ah, e sim, esse ano a Lara frequentará a escola de manhã e à tarde, porém nem todas as manhãs e nem todas as tardes. Pelo menos não por enquanto, pois ainda não sei como serão os meus horários. Então por isso tenho levado ela para se adaptar às duas rotinas, que são bem diferentes, uma vez que na parte da manhã é creche e na parte da tarde é que ela tem as atividades do maternal II.

Voltou para casa feliz, dizendo que hoje iria novamente para a escolinha, dessa vez sem chorar. E, para a nossa alegria, disse que gostava da nova escola.
Hoje pela manhã fomos ao médico, e, mais uma vez, ela chegou atrasada na escola. Eram 09:30h. No carro, voltando do médico, ela tocou no assunto:
- Mamãe, voxê vai ficar na escolinha cumigo?
- Não, filha. A mamãe vai te levar lá, e depois eu vou te buscar, igual ontem. Lembra?
- Fica juntinho, mamãe? Pufavor!
-Não tem jeito filha. E não precisa. A sua escolinha é de criança, tem um tanto de criança legal, brincadeiras, as professoras são legais! A mamãe vai pra escola de adulto.
- Quelo í pa sua escola de aduto com voxê dinovo. 
pausa: como a UFMG estava repondo a greve, tivemos aula em janeiro e um dia tive que levar a Lara para a faculdade comigo. Foi rápido, tranquilo... e uma péssima lembrança para o momento dessa conversa. despausa.
- Mas a mamãe não pode levar você de novo. Lembra que lá só tinha adulto? Então, a Lara é criança, e vai pra escola de criança. É muito mais legal.
Chorinho pra cá e pra lá. Pedidos para ficar com ela... e eu mandando as lágrimas para dentro e respirando fundo.

Antes de chegar na escola, passei na padaria para comprarmos um lanche (lá na escola, eles só comem fruta pela manhã, mas a Lara AINDA não come né... então, até lá, vou mandando alguma coisinha para ela beliscar). Ficou bastante empolgada e falou que queria ir para a escolinha. OBA!
Chegamos na porta, ela me deu beijinho e tchau.
- A mamãe vem bucá depoisi, né?
- Venho sim, filha. A mamãe sempre vem.

MAS AI.....
fui cair na bobeira de levá-la até a sala, afinal, tem que passar por um corredor, escada, rampa... e foi ai que pequei. Quando ela entrou na sala, e eu entrei junto para avisar à professora que tinha lanche na mochila, ela pediu colo, pediu para eu ficar com ela, eu falei não e então não queria ficar de jeito nenhum. Ai, que dó, que dó, que dó. E ai foi que a professora pecou, pois, ao invés de ir lá dar atenção para ela, e chamá-la para ela se distrair, continuou sentada dando fruta para as outras crianças.

Só depois de muito tempo (já tínhamos ido para o parquinho) que a situação ficou insuportável (a Lara chorava querendo ir embora, pedindo colo, enquanto a professora arrumava os brinquedos. Eu não podia ir embora ou a Lara iria atrás). A Lara chorou, chorou e eu falei para a professora que eu não poderia ir enquanto não dessem atenção à ela. Dei beijo, falei que voltaria para buscá-la. Ela ficou lá, aos prantos. Mas eu sabia que TINHA que sair, ou a agarraria e traria de volta para a casa (pra cagar e jogar a merda no ventilador de uma vez).
A verdade é que eu acho que poderiam ter tido mas atenção e carinho nesse primeiro momento da Lara, como tiveram na parte da tarde ontem, por exemplo. Ainda mais que a Lara já conhece essa professora da manhã, das vezes em que foi para a colônia de férias. Espero que ela não chegue em casa triste e que queira voltar para a aula na parte da tarde. Só sei que hoje passou longe de ser um excelente dia de adaptação, e só quero ir buscá-la e saber dela o que achou, como foi, e dizer que a amo muito, muito, muito!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O primeiro carnaval - Carnasambinha

Hoje teve o esperado Carnasambinha aqui em BH.
Ano passado fiquei sabendo só depois que já tinha passado, então a Lara só conheceu farra de carnaval esse ano. E vou falar que curtiu, viu?

O primeiro passo foi escolher a fantasia. Ela já tem a roupa da Branca de Neve feita para o aniversário de 2 anos, mas ela já usou tanto essa fantasia, que eu queria algo diferente. Pensei em eu mesma fazer alguma coisa, mas cada hora que eu perguntava ela mudava de ideia. Deixei pra última hora e o jeito foi ou usar a da Branca de Neve mesmo, ou comprar alguma dessas "baratinhas" nas Lojas Americanas. Perguntei pra Lara se ela queria ir de Branca de Neve ou de Bailarina, e ela não teve dúvidas: Bainánina.


Eu imaginava que teriam várias fantasias iguais, mas ela ficou uma fofa de bailarina! E a dancinha de bailarina  que ela faz é a melhor, com direito a ponta dos pés e tudo.


Ela AMOU jogar confetes pra cima, nela, na cabeça, na mamãe, no papai, nas pessoas... a graça era jogar confetes! Se eu soubesse que ia gostar tanto tinha comprado mais... mas também, com o tanto que tinha na rua, ela foi pegando do chão mesmo!








Foi ótimo rever amigas que não víamos há muito- Alice e Bia.

Com Alice

















Dançou, pulou, jogou confete, brincou, riu, se divertiu, depois cansou e dormiu! =D

                                  

Nem preciso dizer que ela passou o resto do dia com a fantasia, né?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"É só uma picadinha" - só que não!

Não consegui dormir direito essa noite.
Cabeça cheia, mãos tremendo, sobrancelhas preocupadas, frio na barriga, estômago embrulhando, nó na garganta e o coração acelerado apertando o tórax.
É, se alguém ai já levou o filho pra tirar sangue sabe do que eu estou falando.
E se a primeira vez não foi tão legal assim, a noite que precede a segunda é essa descrita aí em cima.
A médica pediu na última consulta para fazer controle do ferro, cálcio e vitaminas no geral. Achei importante porque a Lara não tomou quase nada daquele complemento de ferro e porque a alimentação dela não é das melhores - mybad!

Dessa vez eu conversei com ela ontem a noite que hoje iríamos a um médico de manhãzinha, mas um médico diferente. Ela disse: ok!
Acordamos, eu e o Lucas, para levarmos a pequena antes que ela acordasse e pedisse mamadeira.
Claro, ao trocar a fralda dela e sua roupa, ela acabou acordando, mas ficou naquela lombeira.
Já dentro do carro, ela perguntou: ón noix vams? (traduzível só por uma mãe que escutou isso algumas vezes na vida, onde nós vamos?)
- Nós vamos ao médico, lembra filha?
Ela deu um sorriso e falou pro pai: "Eu não xola, pai! Já xô gandi."
Eu e o Lucas só trocamos aquele olhar de "tadinha, não sabe o que a espera".
Eu, querendo antecipar, só respondi: "É filha, você é grande. Mas esse é um médico diferente. É de fazer exame."

Chegando lá ela brincou enquanto esperava. Eu? Sabe a descrição da noite anterior? Então eleva à máxima potência. Sorte que eu fiquei longe do campo de visão da Lara, porque se ela visse meu nervosismo. (Explico: eu sou dessas que tem que tirar sangue deitada. A cor some, a visão escurece e puf, estatelo no chão. Levar o meu bem mais precioso pra tirar sangue então é uma tortura ainda maior.)
- "Lara Pinel Kraemer"
Lá fomos nós. Sentou e enquanto a enfermeira procurava a veia, ela ficou desconfiada, mas relaxou, achando que era só aquela massagem. E começou o "Mas, cadê o sangue? - Parte II".
Primeiro foi o braço esquerdo. A veia é fina; a enfermeira não chegou nem a furar.
Depois foi o braço direito. Massagem, massagem. Pronto, achou, mas é fina também.
Veio um outro enfermeiro para ajudar a segurar o braço.
Pernas presas entre as minhas, braço esquerdo preso, mamãe começa a cantar e a abraçar forte a cria, enquanto ela chora e a enfermeira TENTA achar a veia. De novo, novamente, o sangue custa a sair, e olha que dessa vez já foram puxando com a seringa direto... nada de mangueirinha! Ela não chorou horrores, como eu esperava, mas chorou normal e 'apenas' gritava: TÁ DUENO... QUELO IMBOLA!
Depois de intermináveis minutos, acabou. A coleta de sangue e o choro, porque o meu nervosismo? Esse continua até agora. A cabeça ainda dói, o estômago ainda embrulha. Pode ser fome também. Mas a cara fechada e a aparência sofrida, essa eu sei que só passa amanhã.

Chegando em casa, depois que acordou, mostrou pra vovó o curativo e contou, rindo, que chorou. Tadinha, com vergonha porque é grande e chorou. Quis abraçar forte e dizer que podia chorar o quanto quisesse, porque tirar sangue é uma das piores coisas do mundo! Mas só a confortei dizendo: "é filha, esse doeu um pouco né? Não tem problema, não tem que ir de novo! Você é muito linda. Te amo, viu?"

E espero que da próxima vez, daqui uns bons 10, 20, quem sabe 30 anos, eu já tenha me recuperado.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Como irmãos - Bibi e Lara


Tio Bibi e sobrinha Lara.

O dia sempre começa com um bom dia, de vozinhas doces, acompanhado de beijos e abraços.
Quando vamos para a casa do Lucas, ele fica triste, e quando voltamos é uma gritaria dentro de casa de que "a Lara chegoou!". E ela, quando chega em casa ou quando acorda, a primeira coisa que pergunta é: "Cadê o Bibi?"
Mas esse love todo tem prazo de validade: 40 minutos. No máximo. 


Então começam a brigar porque querem o mesmo brinquedo, porque querem sentar no mesmo lado do sofá, porque querem emprestado o brinquedo, o lápis, o copo, o chinelo, o cinto um do outro. Claro que nessas horas, ninguém quer emprestar. E ai vira um ciclo, porque o Bibi corre pra pegar um brinquedo dele que a Lara gosta, mostra pra ela, e sai correndo com a mão levantada, como quem diz: você não vai pegar. É meu! E a Lara corre e chora, já que ela ainda não fala o mesmo pra ele. Mas a coisa piora, porque começa o choro, a Lara fica com raiva, bate, puxa cabelo, arranha, joga brinquedo, e ele empurra. E a discórdia entre os dois só aumenta. 

A verdade é que essa rotina cansa. Cansa muito. Pra começar, o Bibi é meu irmão mais novo - tem 5 anos - me obedece, mas querendo ou não, eu não sou a mãe dele. Procuro ponderar e dar a razão para quem eu acho que tem razão. Muitas vezes, quando vejo o Bibi provocando, ele perde a razão na hora. O mesmo acontece quando vejo a Lara batendo nele. Já briguei muito com ele, mas eu via que não adiantava. A minha nova tática tem sido a famosa surra da Mari Hart - agarro o Gabriel (Bibi) e dou vários beijos e abraços e cosquinhas, até ele rir e a raiva passar. Tem apresentado resultados melhores. A Lara fica com ciúmes, mas passa rápido.

Claro, ciúmes também é uma palavrinha chave nessa relação. A Lara quer fazer tudo que o Bibi faz, e o Bibi, como já disse em alto e bom tom "quer ficar um pouco sozinho". A Lara ganha vários brinquedos diferentes dos que o Bibi está acostumado, e ele quer brincar com todos. A Lara ainda tem resquícios da irritante fase possessiva, principalmente no que diz respeito a emprestar para o Bibi.

Não vejo a hora das aulas começarem, porque, como vocês podem imaginar, não é tão a toa assim que a Lara estuda de manhã e o Bibi à tarde. E então o caos fica só à noite. 
Um dia falei com o Bibi que eu e a Lara íamos nos mudar, e sabem qual a reação dele? "Eba, ainda bem que a Lara não vai mais querer pegar a minha bolinha azul". Posso com isso???  Foda é ter vida de mãe de dois, sendo que na verdade eu só tenho uma.  


Claro que eles também brincam muito juntos, mas parece que o Bibi, acostumado com crianças mais velhas, ainda não aprendeu a lidar a Lara. Ela é pequena e não entende as regras dos jogos. Não minto, se o Bibi é difícil, a Lara é ainda mais....geniosa feito o tio.
A família toda fala que o Bibi está tendo em dobro tudo o que fazia com o Dudu (meu outro irmão, de 8 anos). Esse sim, um anjo. Sempre compreensivo, tanto com o Bibi quando ele nasceu, quanto com a Lara.

Sei que passa, mas podia ser logo, porque pra mim já deu. Sei também que no fundo eles se amam muito, e são super fofos um com o outro. Mas só quando querem, e vocês imaginam a frequência desse querer...




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

29 meses ou Alguma coisa certa

"Quase dois anos e meio. Passaram rápidos, vistos daqui.
Mas quando paro para olhar suas fotos, eu vejo pelo quanto a gente passou nesses 885 dias de mãe e filha. Taaanta coisa boa. Muitas e boas.

E nesse tempo você tem se tornado uma menininha muito esperta, falante, que encanta e enlouquece todas as pessoas que encontra. Você gosta de livros e tem um monte. Dança, canta e batuca na bateria do papai, com a mesma empolgação que joga a palheta dentro do violão e sopra a flauta incansavelmente. Adora desenhar, colorir e escrever, mas escrever mesmo, só a letra L, pois sabe que é a letrinha da Lara e do papai Lucas. Prefere ir ao teatro a ver televisão. Na verdade, prefere várias coisas a ver televisão, a não ser que esteja passando Branca de Neve, Shreck, Bolt, Rapunzel (Enrolados), A casa do Mickey, Os três porquinhos, Chapeuzinho Vermelho, Galinha Pintadinha, Simpsons ou Bela e a Fera. Desenhos que param no meio por causa de propaganda, nem pensar. Mas não vou mentir, não pode ver algum tablet ou celular que já começa a esfregar as mãozinhas. Bom, alguma coisa certa eu tenho feito.

Você adora os animais e não tem medo deles, o que pode ser um perigo, porque fica louca para pegar e apertar todos (inclusive lagartas, sapos e aranhas). Adora passear em praças e cheirar as flores. Diz obrigada, de nada, desculpa e por favor, mas esse último, serei sincera, só quando quer alguma coisa e já ouviu um não. É teimosa às vezes, e com sono se transforma: bate, chora, grita, mas nada que um leitinho, o dumbinho e uma historinha não resolva. "Beijinho, boa noite e te amo". De manhã é um anjo que acorda mamãe e papai com beijinhos, "bom dia", "bonjur" (bonjour) e "gudu mónin" (good morning), assim mesmo, poliglota. Conta até dez, sabe algumas cores e animais em inglês. Bom, alguma coisa certa eu tenho feito.

Vai ao médico sem chorar assim como toma remédio bonitinha quanto está dodói. Você já não usa bico faz tempo, não dorme mais no berço e fica o dia inteiro sem fralda (com alguns escapes, cada vez menores). A mamadeira ainda está ativa, já que a alimentação não é das melhores. Sabe que café, almoço e janta tem comida. Suco só se for de limão, bolo sem cobertura e pão com presunto e requeijão. Pelo menos ainda não gosta de balas e chocolate, exceto sua balinha (confete, m&m, disquete e afins), a única coisa doce que gosta e come tudo. Bom, alguma coisa certa eu tenho feito.

Briga o dia inteiro com o tio Bibi, ficam nessa de impéta-não-impéta (empresta), é-meu-é-seu, peguei pimelo (primeiro). Mas sabe que se bater vai ter caxigo (castigo). Não que você não bata, mas pensa duas vezes e odeia ficar sentada pensando no que fez. Sabe o que é certo e o que é errado. Não que você só faça o certo, mas reconhece quando erra. Adora ajudar em casa, na limpeza e na cozinha, mas acaba só fazendo mais bagunça e beliscando os temperos ou a rapa do bolo. Na hora de ser ajudada, fica brava. Quer se vestir, se pentear, se calçar, se limpar, colocar o cinto no carro, fazer a mamadeira. Não pede ajuda, pede que a gente ensine. Bom, alguma coisa certa eu tenho feito.

E assim a gente segue, filha, ensinando e aprendendo; se divertindo e crescendo. Juntas. Sempre juntas.
Te amo muito,
Mamãe."

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